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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Vondelpark

Acho que já vos falei da quantidade de feriados que existe nesta terra e segunda-feira, para não fugir à regra, foi mais um deles (Petencost – 7 semanas depois da Páscoa). Para ajudar a festa estiveram umas temperaturas dignas de praia e esplanada com bebida fresca a acompanhar. Como a praia não é assim tão perto e os factores trânsito e multidão não são propriamente aliciantes, a maioria das pessoas fica-se pelos parques da cidade a apanhar o belo do banho de sol.
Vondelpark é capaz de ser o parque mais conhecido de Amesterdão. Talvez por estar tão perto de alguns ícons turísticos – Van Gogh Museum, Rijksmuseum, Setedelijkmuseum, Diamond Museum e Hard Rock Café. Tem cerca de 47 hectares (coisa pouca) e várias facilidades que atraem público mesmo com o tempo menos convidativo.
Em dias quentes como os que se fizeram sentir no fim de semana parecia que a cidade em peso se tinha mudado de malas e bagagens para o parque. Não havia metro quadrado de relva que não estivesse ocupado por grupos de amigos a saborearem o pic-nic com bebidas geladinhas.
É engraçado sentarmo-nos na relva, fazer parte daquele panorama e apreciar o cenário que desfila à nossa frente. Esta cidade é habitada por pessoas tão diferentes como uma Nova Iorque, mas aqui a coisa é mais uma versão miniatura. Esta é uma das coisas que mais gosto em Amesterdão, é uma cidade eclética e ninguém se chateia com isso.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Feriados! Venham eles...

Se eu achava que Portugal era o país dos feriados concluí que estava enganada. Por aqui existem muitos que (pasmem-se) são feriados religiosos. Ora dito isto, acrescento que ontem foi mais um deles - Hemelvaartsdag que por outras palavras se refere ao dia da Ascenção (quando Jesus ressuscitou), festejado 40 dias após a Páscoa. Ver pessoas na igreja a assistir à missa que é bom, nadica de nadica... Como o dia estava ameno para mim, mas fantástico para o comum dos holandeses ele foi ver um desfilar de lulas, com patrocínio da lexívia, pelas ruas de Amesterdão.
Esta gente mal vê um bocadinho de sol (mesmo que esteja um ar fresco-pró-geladote) vai logo vestir a roupa mais veraneante que tenha no armário e depois é vê-los a exibirem com orgulho o bronze de tons lagosta que ganharam na esplanada mais perto de casa. E como, enquanto dura o sol, não desarredam pé do melhor spot do café vão investindo na sua bebida favorita - a bejeca. No final do dia pode assistir-se às melhores performances que o estado etílico induz e é a risada pegada... São assim mas são felizes :-)

terça-feira, 19 de maio de 2009

A dona de casa perfeita

Por estes lados dá um programa da BBC com o nome “The perfect housewife”. Trata-se de uma espécie de concurso em que familiares inscrevem a protagonista para que esta saia com uma maior motivação para as lides domésticas. Tenho de confessar que a primeira vez que o vi tive alguma dificuldade em acreditar que existiam pessoas cujo desmazelo atinge proporções gigantescas. Até hoje conheci apenas duas pessoas assim, mas como na altura tinham pouco mais de vinte anos achei que a vida por si e as pessoas que passariam por elas tratariam de lhes ensinar o certo e o errado nesta equação de limpeza.
A anfitriã - Anthea Turner não tem uma tarefa fácil. Desde casas de banho de famílias com crianças pequenas que se encontram mais sujas que os banheiros municipais, cozinhas em que a palavra de ordem é a desordem, quartos em que nunca se limpou o pó e acumulam roupa em todos os cantos, espelhos em que é possível fazer desenhos com os dedos, sítios escusos com revistas para reciclar há anos, alpendres por varrer e por acabar ad eternum, vê-se de tudo um pouco neste programa. Qualquer destas situações faria o mais crente em baixar os braços e dizer forget it.
Em dois dias Anthea tem de dar formação às duas donas de casa imperfeitas e enganem-se aqueles que pensam que vão ser dados ensinamentos de alguma bíblia da limpeza, nã, nã, são coisas bem básicas, princípios de arrumação, de limpeza, de organização. Tudo aquilo que desaprenderam ao longo de anos de incúria.
O que é certo é que no final, depois de um prazo dado a cada uma das concorrentes, lá as casas aparecem com um ar limpo e simpático. Até existe um prémio (aliciante???) de produtos de limpeza, mas a dúvida subsiste – Será que as participantes passarão a ser perfeitas donas de casa????

sábado, 16 de maio de 2009

Comidinha

Desde que moro na terra das tairocas que ando para provar um prato tipicamente holandês mas todos (que não holandeses) me dizem que não vale a pena porque é a típica comida deslavada de camponês: batatas com carne, e eu por batatas com carne venha de lá o meu "dois toques" com o ovito a cavalo.
Na lista das poucas coisas tipicamente holandesas que provei e posso dizer "gosto pá" encontram-se as dutch stroopwaffles (duas bolachas do tipo belgas com recheio de mel), o kroket da FEBO (tipo o nosso croquete mas em tamanho XXL e mais cremoso), as bitterballen (quase idênticas aos krokets mas pequenas e num formato redondo) e a erwtensoep (sopa do género da nossa sopa da pedra mas feita com caldo de ervilhas e mais espessa). De resto na categoria da culinária não há nada de muito holandês nesta terra, é quase tudo importado de ex-colónias ou de povos que adoptaram esta como sua casa. Nunca tinha encontrado tamanha panóplia de restaurantes numa só cidade, acho que só falta mesmo encontrar uma tasca típica do Reino da Swazilândia porque de resto já vi de tudo um pouco.
Quanto a restaurantes portugueses também os há, pouquinhos, mas há e, segundo me disseram, só um vale a pena de ser visitado e para meu infortúnio não foi o que visitei. Num dia de saudadite aguda tivémos a iniciativa de visitar o "De portugees", que é como quem diz: O português, mas tenho a dizer-vos que as receitas já só eram 70% portuguesas. Alguém conhece amêijoas à Bolhão Pato com cebola??? Eu não conhecia e passei a conhecer, mas pronto, como sou óptimista imagino que seria aquilo que se chama agora de cozinha de fusão... As doses eram mitras e os preços, upa, upa... Quase tive de pôr um comprimidinho debaixo da língua! Não tenho bem a certeza, mas acho que no talão da caixa ao lado do preço vinha uma frasesinha que traduzida queria dizer: Benvidos a Amesterdão...
Fazer uma refeição fora de casa por estes lados pode ser carote, mas com tanta escolha vale a pena ir experimentando (de preferência se forem referenciados) diferentes cozinhas, só assim é que podemos ir escolhendo a nossa preferência e analisar a relação qualidade-preço. Neste momento o meu number one é o Tai Bird (restaurante tailandês).